terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dilemas da idade no mercado de trabalho

POR DANIELA DO LAGO

A experiência favorece, mas é necessário que o profissional com mais idade se atualize e acompanhe a evolução e as novas tendências do mercado.

Tenho recebido muitos e-mails de internautas contando seus dilemas e problemas profissionais. Um fato muito difícil de encarar no mercado de trabalho é a discriminação com a idade do profissional. Tanto os mais velhos quanto os mais novos podem sofrer retaliação por terem a quantidade de experiência errada para a empresa. Escrevi abaixo um resumo de dilemas que cada faixa etária enfrenta na empresa e procurei dar dicas simples de como lidar com os problemas:

Profissional na faixa dos 20 anos

Geralmente enfrenta dificuldades para encontrar o primeiro emprego, pois as empresas exigem experiência e muita qualificação. Como o jovem ainda está buscando sua formação e qualificação, não consegue o emprego pela falta de experiência. Dedicar-se a trabalhos voluntários pode lhe fornecer algum tipo de experiência. Não espere se formar para buscar o primeiro emprego. É o estágio que lhe garantirá uma vaga efetiva, seja na mesma empresa ou em qualquer outra. Comece a ativar e construir seu networking. Procure se aproximar de pessoas que você admira e cujos passos deseja seguir. Lembrando que começar a pagar por um plano de previdência privada é um excelente investimento a fazer por você.

Profissional na faixa dos 30 anos

Muitos já alcançam cargos de liderança e estão no auge de sua produtividade. Invista na sua qualificação, faça cursos em sua área e expanda suas competências. Não espere que a empresa lhe proporcione um MBA ou pós-graduação, mas se isso ocorrer, aproveite. Invista ou continue investindo no plano de previdência e guarde dinheiro para imprevistos como demissão, por exemplo. A demissão faz parte do jogo profissional e não é o fim do mundo! Programe sua carreira hoje, pensando no que vai querer ou poder fazer após os 40 ou 50 anos e, eventualmente, aproveite a oportunidade para desenvolver uma segunda carreira ou uma nova fase da mesma carreira que exerce hoje. Sempre há oportunidades a serem exploradas.

Profissional na faixa dos 40 anos

Profissional sênior na empresa. Muitos são especialistas numa determinada área ou segmento. Geralmente estão repensando suas escolhas profissionais relacionando todos os anos de dedicação à empresa e o que tem recebido nessa troca. Momento importante para investir num processo de coaching executivo, que pode ajudá-lo a traçar novas metas e enxergar infinitas possibilidades para carreira. Estimule em suas equipes a troca de experiências e relacionamentos de igualdade entre os seus colaboradores. Ajude a mostrar que todos sempre ganham com a diversidade. Seja justo em suas considerações, pois você será um modelo para colegas que não pensam como você.

Profissional na faixa dos 50 anos

Prepare-se para sua saída da empresa e considere como uma fase natural desse ciclo, pois certamente acontecerá. Tente aprender algo com as pessoas mais jovens ao seu redor e também se sinta e faça efetivamente parte do time. Não fique repetindo: "no meu tempo..." O seu tempo é hoje! Mantenha o entusiasmo e a energia. Use a experiência e equilíbrio emocional a seu favor. Procure ter flexibilidade para se relacionar com pessoas e para negociar. No setor de serviços, o mais experiente é muito requisitado.

Profissional acima dos 60 anos

No Brasil, acima de 60 anos já é considerado idoso. Para retornar ao mercado de trabalho, o idoso naturalmente terá mais dificuldade. Se por um lado sabemos que você é um profissional sênior que tem experiência, por outro lado a empresa pode considerar que trará consigo uma série de vícios e dificuldade de entrosamento no novo emprego. Portanto, você terá que ser muito bom no que faz pra convencer. A realidade é que cada vez mais as empresas estão procurando gente especializada e dará preferência para quem tem menos idade. Saiba que concorrerá, sim, com jovens qualificados e que estão dispostos a aceitar salários menores com mais responsabilidades. Não espere remuneração igual ou maior do que recebia quando estava empregado. Salvo raríssimas exceções um aposentado sai de uma empresa e ingressa em outra nestas condições. Muitas vezes terá que aceitar cargo inferior ao que tinha na empresa anterior. Afinal, não existem cargos de gerentes e diretores para todos. A boa nova é que, ainda assim, em determinadas áreas há muitas vagas, principalmente nas consultorias. Mas lembre-se que o trabalho de consultor somente lhe renderá remuneração atrelada ao seu desempenho e produtividade. Portanto, é preciso se reinventar. Para isso terá que se conhecer plenamente e saber o que pode oferecer.

Independente da sua faixa etária, em vez de ser moldado pela circunstâncias, note que pode controlá-las. Você pode fazer as coisas acontecerem para melhorar sua situação. Pode ser responsável pelo seu destino. Seu futuro está em suas mãos. Molde-o independente dos problemas da realidade atual. Para ter sucesso e tirar o máximo da vida, temos de nos afirmar e fazer a diferença, pois a realidade é o que é e não o que gostaríamos que ela fosse.

DANIELA DO LAGO é especialista em comportamento no trabalho, coach de carreira, mestre em administração e professora.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cinquenta milhões de brasileiros sofrem de pressão alta

Silenciosa, a pressão alta é uma doença perigosa e que vem crescendo entre os brasileiros. 

De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde em 2012, 24,3% da população têm hipertensão arterial, contra 22,5% em 2006, ano em que foi realizado o primeiro estudo. Foram entrevistadas 45.448 pessoas em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Como é um problema de saúde grave, mas ao mesmo tempo muito comum, foi criada uma data para lembrá-lo: 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.

É importante frisar que um dos principais fatores de risco para a hipertensão é a hereditariedade. Quem tem pai ou mãe com a doença, tem 30% mais chances de vir a ter pressão alta. Se os dois genitores têm o mal, esse percentual bate na casa dos 50%. "E mesmo quando um avô ou tio possui a doença, existe o risco maior de desenvolvê-la", fala o cardiologista Nabil Ghorayeb, chefe da seção médica de Cardiologia do Exercício e do Esporte do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Apesar do forte componente genético, há muitas outras causas que podem colaborar para o desenvolvimento da doença, como os maus hábitos de vida. Fumar, beber, não praticar atividades físicas, estar acima do peso, se alimentar mal e viver estressado – equação comum no cotidiano de muitas pessoas atualmente - colaboram para que o mal atinja cada vez mais pessoas no Brasil e no mundo, com ou sem histórico familiar da doença.

O risco de pressão alta também aumenta com a idade. Segundo a pesquisa Vigitel 2012, 3,8% dos entrevistados entre 18 e 24 anos disseram possuir a doença, enquanto esse percentual sobe para 59,2% entre os com mais de 65 anos. Ela também aparece com mais frequência entre os portadores de diabetes e em quem possui fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como colesterol elevado. Quem tem um ou mais desses fatores de risco deve medir sua pressão pelo uma vez ao ano. Já se a pessoa que tem histórico familiar da doença, recomenda-se medir ao menos duas vezes por ano.

Sal em excesso

Outro grande vilão, bastante presente no prato do brasileiro, é o sal. Isso porque, por um processo chamado osmose, ele aumenta a retenção de água pelo organismo, o que pode elevar a pressão nas paredes das artérias. Além disso, o sódio contido no sal pode causar o estreitamento dos vasos sanguíneos ao inibir a ação do óxido nítrico, que é uma substância dilatadora.

Como a pressão arterial nada mais é a que pressão exercida pelo sangue na parede das artérias, o calibre e a flexibilidade dos vasos sanguíneos estão diretamente ligados à hipertensão. "O consumo excessivo de sal é um dos grandes vilões. Uma alimentação rica em sódio (sal) aumenta a chance de uma pessoa se tornar hipertensa, assim como dificulta o tratamento das pessoas previamente hipertensas", explica o cardiologista Antonio Carlos Bacelar Nunes Filho, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "Por isso, é recomendado aos que possuem a doença reduzir o consumo para, no máximo, 5 gramas por dia (equivalentes a 2 gramas de sódio)", continua o médico.

Para entender melhor o mecanismo, é preciso entender o funcionamento do coração. O órgão trabalha em dois tempos: se contrai e adota força máxima para expulsar o sangue (processo chamado de sístole) e, logo em seguida, relaxa e adota força mínima (processo chamado de diástole). A pressão sobe quando há um descompasso entre esses dois processos, causado pela maior resistência oferecida pelas artérias para a passagem do sangue. "É como se você diminuísse o bico de uma mangueira: a água – no caso, o sangue - acaba saindo com mais pressão", exemplifica Ghorayeb.

Apesar de todo o potencial negativo do sal para a pressão, Ghorayeb destaca que ele é importante para o funcionamento do corpo e não deve ser totalmente eliminado da alimentação. "Ele é necessário para a vida. Se uma pessoa tiver pouco sal no sangue, pode ter hiponatremia, transtorno gravíssimo que provoca confusão mental e até derrame. Por isso que os atletas tomam isotônicos, para repor o sódio do organismo perdido pelo suor", explica o cardiologista.

Ele conta ainda que a digestão do sal começa já na língua, nas papilas gustativas. "Elas se fecham como se fossem vasos para não entrar tanto sal no organismo. Por isso, quando a pessoa tenta diminuir o consumo, ela sente como se a comida não tivesse gosto e volta a colocar sal no prato. É preciso aguardar um mês para que as papilas voltem ao estado normal e o indivíduo sinta novamente o sabor dos alimentos", conta.
Outro erro grave, segundo Ghorayeb, é comer sal para aumentar a pressão, que tende a cair nos dias mais quentes. "No verão, a pessoa que toma remédio para baixar a pressão pode ter uma queda da mesma, pois o calor extremo provoca a dilatação dos vasos sanguíneos. Comer sal pode gerar um pico de alta de pressão", diz. A dica, aqui, é se alimentar normalmente, tomar líquidos e permanecer em local fresco até se sentir melhor.

Hipertensos ou não, é importante também evitar choques térmicos, como fazer sauna e tomar uma ducha gelada, ou mesmo sair do sol escaldante e entrar em uma piscina ou mar de águas frias. "Isso pode gerar uma crise de pressão alta em qualquer pessoa, mas em especial em que já é hipertenso, pois há uma contração dos vasos pela mudança brusca de temperatura", aponta.

Diagnóstico

A única maneira de detectar a doença é medindo a pressão do paciente, por meio de aparelhos que detectam a pressão naquele momento exato (seja em casa ou no consultório médico) ou por equipamentos automáticos que o paciente carrega consigo e que farão a detecção dos valores ao longo das 24 horas seguintes.

Na maioria dos casos a pressão alta é assintomática. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, sintomas como dor de cabeça, tonturas, edema das pernas, palpitações e sangramentos nasais podem ser sugestivos de hipertensão, mas não são específicos da doença. "Muitas vezes esses sintomas, na verdade, não são da hipertensão em si, mas do que chamamos de lesões dos órgãos-alvo, ou seja, de complicações em órgãos como coração, rins e cérebro decorrentes da pressão alta", explica o médico do Instituto Dante Pazzanese.

Considera-se uma pressão ideal aquela com valores 120/80 mmHg (lê-se 120 por 80 milímetros de mercúrio) ou, como se fala comumente, 12 por 8. Esses números representam os valores máximos da pressão sistólica (120) e mínimos da diastólica (80) e são medidos em milímetros de mercúrio.
Valores acima de 12 por 8 e inferiores a 14 por 9 são considerados limítrofes e devem ser avaliados caso a caso por um médico. A hipertensão arterial acontece quando a pressão de uma pessoa é superior a 14 por 9. Nestes casos, a ida ao médico é essencial e urgente.

A pressão, quando não controlada, pode prejudicar o funcionamento de diversos órgãos. "A hipertensão pode gerar lesões devido aos problemas na circulação que causa. No cérebro, há risco de aneurismas e de AVC (acidente vascular cerebral). No coração pode dar um enfarte do miocárdio. E nos rins pode levar à insuficiência renal, condenando a pessoa à hemodiálise", fala Ghorayeb.

A hipertensão arterial é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares. Ela é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). "A mortalidade por doenças cardíacas aumenta progressivamente com a elevação da pressão arterial", fala Nunes Filho.

Tratamento

Na maioria dos casos, a doença deve ser tratada com o uso contínuo de medicação. "O medicamento, quando necessário, geralmente é para toda a vida", destaca o cardiologista Rui Póvoa, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Medo de muitos homens, a disfunção erétil causada pelos remédios para pressão é coisa do passado, segundo os médicos. "Hoje, somente alguns tipos de remédio anti-hipertensivos podem causar disfunção sexual, e em um percentual pequeno de pacientes", fala o cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

O medicamento é um adjuvante no tratamento, por isso o doente deve manter um estilo de vida saudável, com alimentação rica em frutas, verduras e legumes, e pouco sal, evitando alimentos industrializados. Além disso, deve evitar ficar acima do peso, fumar e beber, e precisa praticar atividades físicas com regularidade (30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana). "É possível controlar a pressão, nos estágios mais leves, somente com essas mudanças de estilo de vida", fala Póvoa. "Algumas pessoas, após emagrecerem, conseguem bons resultados no controle da pressão. Com bons hábitos de vida é possível um tratamento sem remédios", frisa, ainda, Ghorayeb.

O estresse também deve ser combatido com sono adequado, relaxamento e controle da ansiedade e depressão. Manter contato com amigos, reservar um tempo só para a família e o lazer também são importantes para a manutenção dos níveis de estresse e, consequentemente, dos da pressão. "Meditação, musicoterapia, ioga, entre outras técnicas de controle do estresse, demonstraram ser capazes de reduzir a pressão arterial de hipertensos", aponta Nunes Filho.

A escolha do medicamento nem sempre é simples e muitas vezes demanda duas ou até três tentativas até que o doente se adapte. "Cada caso é individual e demanda uma estratégia de tratamento", aponta Ghorayeb. O importante, nestes casos, é não desistir do tratamento. Existem, ainda, doentes que não conseguem controlar a pressão mesmo com mudanças de hábitos e com medicação contínua. Chamados de resistentes, eles correspondem a 10% do total, de acordo com o cardiologista do Instituto Dante Pazzanese. Para eles, existem as cirurgias que fazem alterações no sistema nervoso. "Elas bloqueiam os nervos que controlam a dilatação dos vasos sanguíneos. Com isso, eles se abrem e a pressão pode baixar", relata. No entanto, a novidade é ainda pouco comum e está em fase de estudos.

Fonte: UOL

Quem sabe liderar é mais valorizado no mercado de trabalho

Por Chagas Pereira


A liderança estratégica e motivacional é uma das ferramentas cada vez mais importantes dentro do contexto organizacional e administrativo de uma empresa porque evidencia uma necessidade premente no que diz respeito ao bem estar do colaborador. Liderar com estratégias gestoras assegura o incentivo ao colaborador para que ele possa manifestar suas ideias e sugestões em prol do crescimento e do fortalecimento da própria empresa. Não existem regras predeterminadas que imponham condições específicas sobre que metodologias devem ser aplicadas por um líder, cabendo observar que ser líder é diferente de ser chefe.
Quando se exerce um cargo de chefia normalmente se tem como proposta a busca de resultados. Mas, o mercado atual, bem mais moderno, dinâmico e exigente, busca profissionais que sejam diferenciados e não estejam apenas preocupados com resultados. Nesse contexto está inserida a importância de um chefe que também saiba liderar, levando em conta que a concretização dos resultados depende do rendimento de uma equipe, que precisa estar motivada, movida por métodos estratégicos que possam oferecer subsídios diferenciados, capazes de manter essa mesma equipe sempre disposta e integrada na busca dos resultados.
Ser chefe é mais cômodo para quem exerce tal função, ao passo que ser líder exige muito mais, principalmente porque um líder se envolve diretamente nas atividades e não apenas distribui as tarefas. Um líder sempre está junto com a sua equipe, motivando-a e orientando-a para que os resultados sejam alcançados, não como uma obrigação, mas como um novo desafio a ser enfrentado e superado, com a satisfação de todos ao final de cada projeto. Na atualidade, o mercado de trabalho já não oferece muito espaço para quem se preocupa apenas em chefiar, mas tem valorizado quem, além de chefiar, apresenta habilidades de liderança.
Na verdade, é preciso saber chefiar, mas muito mais importante é saber liderar. Um líder sabe conduzir sua equipe com diplomacia, valorizando cada um dos integrantes, sempre disposto a ouvir as ideias e sugestões e a analisá-las. Um líder sabe admitir quando está equivocado, consciente de que não é dono da verdade, porque saber ouvir é uma demonstração de sabedoria, porque mais aprende quem ouve do que quem fala.

Chagas Pereira é jornalista, palestrante e consultor nas áreas de Comunicação Empresarial, Marketing Estratégico e Gestão Motivacional e Comportamental. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Estudo aponta causas do fim prematuro de empresas

Falta de planejamento, deficiências na gestão e o próprio comportamento empreendedor são as principais causas do fechamento de empresas em seus primeiros anos de atividade. Isso é o que mostra a pesquisa inédita do Sebrae-SP Causa Mortis: o sucesso e o fracasso das empresas nos primeiros cinco anos de vida. 

Pela pesquisa, 46% dos empreendedores afirmam ter iniciado o negócio sem conhecer os hábitos de consumo dos clientes nem o número de consumidores que teriam. Outros 39% ignoravam qual o capital de giro necessário para abrir a empresa e 38% não sabiam quantos concorrentes enfrentariam. O levantamento constatou ainda que 55% dos donos de empresas não elaboraram um plano de negócios antes da abertura, documento que contempla todos os detalhes do empreendimento como aspectos financeiros, mão de obra necessária, estratégias de marketing, perfil do público-alvo, pontos fortes e fracos, riscos, oportunidades, em resumo, tudo o que o empreendedor tem de analisar para exercer sua atividade com mais segurança. “Esses são alguns equívocos que muitos empreendedores cometem. Eles praticamente abrem uma empresa no escuro, sem o conhecimento básico necessário para entrar no mercado. Isso diminui as chances de a empresa sobreviver”, afirma o diretor técnico do Sebrae-SP, Ivan Hussni. “Os resultados evidenciam que parcela significativa dos empreendedores simplesmente não levanta informações fundamentais”, reforça o coordenador de pesquisas do Sebrae-SP, Marcelo Moreira.

A pesquisa também indica que a bagagem que o empresário leva para o negócio faz diferença. Entre as empresas que fecharam as portas em até cinco anos, 58% dos responsáveis disseram ter experiência prévia ou conhecimento no ramo. Já entre os empreendimentos que se mantiveram em atividade, essa parcela aumenta para 72%. “É fundamental que o empresário se prepare, pois o que está em jogo é o sonho de empreender e, com frequência, são as economias de uma vida ou da família que bancam esse sonho”, ressalta Hussni.

Quanto às estratégias adotadas para atrair clientes, a diferenciação mostrou-se mais vantajosa para a manutenção do negócio no mercado do que a aposta em preços competitivos. Entre as empresas ativas, 38% optaram por oferecer diferenciais em produtos e serviços, escolha de 26% das que fecharam. Já a adoção de uma política calcada em preços foi a preferência de 31% dos negócios encerrados e 23% dos em funcionamento. O comportamento empreendedor também influi. Nas empresas que passaram dos cinco anos, os empresários se antecipam aos fatos, buscam informações e perseguem os objetivos com mais frequência do que nas empresas encerradas. 

A pesquisa revelou ainda que parte dos empresários, cujos negócios naufragaram, veio a reconhecer o bom planejamento antes da abertura como o fator mais importante para a sobrevivência da empresa. Este grupo reúne 49% das empresas encerradas. Já entre os que se mantiveram ativos no mercado, 36% consideram esse o aspecto mais relevante e 34% apontam a gestão após a abertura como fator mais significativo para a sobrevivência.

Fonte: Canal Executivo/UOL


Saiba mais sobre gestão de custos

Para conseguir ganhar mais e melhor é preciso, entre outras coisas, saber gerir os custos da empresa. Ao se ter clareza sobre o que é gasto, fica mais fácil saber onde cortar. 

O presidente da Cobrart Gestão de Ativos, Luiz Felizardo Barroso, explica que para se fazer uma boa gestão dos custos é preciso computar todas as saídas financeiras. Na sequência,vale submetê-las a uma análise criteriosa para saber o que cortar e o que postergar. “Tudo dentro de um planejamento estratégico econômico financeiro que deve ter sido feito, previamente, sempre com vistas aos próximos três, seis, nove e doze meses, adaptando suas decisões às intercorrências não previsíveis”, esclarece Barroso.

Cada departamento deve gerar renda proporcional ao seu custo, de preferência deixando um superávit. Os setores exclusivamente administrativos podem gerar diretamente sobra de caixa, mas indiretamente estes poderão ser sempre computáveis. Só que ao se pensar em um negócio de pequeno porte, em que as finanças são sempre apertadas, a administração se torna um desafio.

Os micros e pequenos empreendedores quem o digam.“Geralmente, o proprietário é que tem que desempenhar diversos papéis.Ora ele é puramente o gestor, ora é o homem de marketing, do financeiro, do comercial da empresa, ou até tudo junto,ao mesmo tempo e misturado”, destaca o presidente da Cobrart.Os custos devem ser cortados primeiro com foco no desperdício: de material do escritório, de higiene e conservação, e até de alimentação, os quais devem ser evitados. “Você precisa e deve confiar em seus auxiliares, delegando, mas sempre cobrando-lhes metas, pois quem delega e não cobra, está querendo é ser enganado”, afirma.

Fonte: Gestão e Negócios

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PIS 2014: Saiba quem tem direito e quando será o pagamento

O valor do benefício é correspondente ao atual do salário mínimo (R$ 724) , o que dará um total de R$ 17 bilhões pagos em abono salarial.


O governo antecipou o pagamento do Programa de Integração Social - PIS, 2014. O benefício funciona como uma espécie de 14º salário e será pago para mais de 23 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. O valor é correspondente ao atual salário mínimo, ou seja, R$ 724, o que dará um total de R$ 17 bilhões pagos em abono salarial.

Quem pode receber o PIS 2014?

O valor deve ser pago para quem tem pelo menos cinco anos de cadastro no PIS/ PASEP, desde que tenha trabalhado pelo menos 30 dias com carteira assinada (ou por nomeação no serviço público) em 2013 e recebido em média até dois salários mínimos por mês. O pagamento do PIS é feito pela Caixa Econômica Federal e quem tem o cartão cidadão pode receber através das lotéricas.

São disponibilizados telefones para quem deseja se informar e consultar o serviço. Para o PASEP, basta ligar para os números 4004-0001, 0800-729-0001 ou 0800-729-0088 (para pessoas com deficiência). Para o PIS, o número é o 0800-726-0207.

Quando será pago o valor do PIS 2014?

Quem tem direito de receber o benefício e nasceu em julho já pode se dirigir ao banco para o recebimento do valor, pois de acordo com o calendário elaborado pela Caixa, eles estão sendo os primeiros a receber, desde a última terça-feira (15).

Os nascidos agosto receberão a partir do dia 22/07; setembro, 31/07; outubro, 14/08; novembro, 21/08; dezembro, 28/08; janeiro, 16/09; fevereiro, 23/09; março, 30/09; abril, 14/10; maio, 21/10; e junho, 31/10.

Fonte: www.administradores.com.br