quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mais de 10% das pessoas têm perfil não aderente à ética da empresa


Não é preciso muito esforço para encontrar relatos de fraudes em empresas. No entanto, a crença de que “o brasileiro é corrupto por natureza” é falsa, aos menos de acordo com o estudo inédito da ICTS “O perfil ético dos profissionais nas corporações brasileiras”.  O levantamento mostra que apenas 11% das pessoas têm perfil não aderente à ética organizacional, ou seja, não seguem o código de ética da empresa. A má notícia é de apesar de 20% serem aderentes à ética organizacional, outros 69% são flexíveis e podem atuar de forma ética ou antiética de acordo com as circunstâncias.
De acordo com Renato Santos, responsável pela pesquisa e gerente da unidade de negócio Análise de Aderência à Ética Empresarial da ICTS, os números revelam a importância de as empresas realizarem a gestão da ética de forma clara, contínua e pragmática.  “O primeiro passo para a prevenção está na seleção de pessoas com o perfil ético adequado por meio de ferramentas de análise de aderência ética, diz. “Além deste filtro, é extremamente importante influenciar de maneira positiva esta maioria que tem o comportamento flexível com ações como a criação de um comitê de ética, canal de denúncia indepentende, entre outras”, completa.
Para Santos, as empresas brasileiras perceberam que a adoção da gestão da ética é fundamental não apenas por uma adequação formal, mas também porque impacta no resultado financeiro destas organizações ao evitar possíveis fraudes contábeis ou mesmo favorecimento de fornecedores com orçamentos inadequados, por exemplo. “Outro fator que tem feito aumentar a demanda pela gestão da ética é o Projeto de Lei 6826/10 batizado de Lei Anticorrupção que define a responsabilização administrativa e civil de empresas que pratiquem atos contras a Administração Pública nacional e estrangeira”, alerta.
O estudo da ICTS, empresa brasileira com atuação no mercado de risco de negócios, foi realizado por meio de 3.211 entrevistas quantitativas e qualitativas com profissionais de 45 empresas privadas nacionais. A pesquisa levou em conta o comportamento dos profissionais diante de dilemas sobre a ética como a denúncia, convívio, atalho, furto, suborno, presente e informação, além de analisar as variáveis de gênero, maturidade, escolaridade, faixa salarial e hierarquia.
Abaixo, os principais resultados do estudo divididos por cada um dos dilemas éticos abordados.
Denúncia - De acordo com a pesquisa, 56% dos entrevistados somente denunciarão atos antiéticos cometidos por colegas de trabalho se forem incentivados pela organização. As mulheres e os níveis operacionais tendem a hesitar mais, 61% e 60%, respectivamente.
Convívio – Os dados mostram que 52% dos profissionais tendem a conviver sem restrições com atos antiéticos, sendo que o índice sobe para 55% e 59% para não graduados que ganham até R$ 3 mil por mês e níveis operacionais, respectivamente.
Atalho – Outro ponto abordado no levantamento é a questão do atalho dentro das corporações. De acordo com os resultados, 48% dos profissionais tendem a adotar atalhos antiéticos para atingir suas metas, sendo que este índice chega a 50% no caso dos homens e a 53% em adultos (maiores de 34 anos).
Furto – Com relação ao dilema ético do furto, 18% dos pesquisados admitem que furtariam valores consideráveis da organização. O índice é mais alto para homens (21%), nível operacional (24%) e não graduados (25%).
Suborno – Os dados apontam também que 38% dos profissionais aceitariam suborno para beneficiar um fornecedor dependendo das circunstâncias ou 43% para o caso de homens adultos não graduados, onde o índice atinge seu nível mais elevado.
Presente – A aceitação de presentes também foi levada em conta na pesquisa e 40% dos profissionais beneficiariam um fornecedor em troca de brindes. No nível operacional a taxa é elevada a 43%.
Informação – Segundo o estudo, 28% dos profissionais tendem a utilizar informações confidenciais para proveito próprio ou para terceiros, sendo que gestores adultos e graduados (32%) são ainda mais propensos a este tipo de atitude.

Fonte: UOL/Canal Executivo

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pesquisa mostra que brasileiro não poupa nem se preocupa com o futuro


Sete em cada dez pessoas não costumam poupar. É o que revela uma pesquisa realiza pelo Ibope e divulgada pela Serasa Experian. Além dos brasileiros não terem o hábito de guardar dinheiro para algum projeto ou imprevisto, o estudo revela que metade dos brasileiros desconhece as vantagens de poupar. Pela pesquisa é possível concluir que a falta de interesse em aplicar quantias na poupança tem causa no desconhecimento desse sistema financeiro - e não apenas na falta de capital. De acordo com a Serasa, 52% dos entrevistaram não sabiam ou erraram resposta de questões que abordavam o quanto ganhariam com a poupança. A mesma quantidade de pessoas também demonstrou não saber fazer cálculos de juro simples e composto.

Não guardar dinheiro também é um hábito pautado no perfil do consumidor brasileiro. Isso porque a pesquisa revela que 35% dos brasileiros sentem mais prazer em gastar imediatamente o dinheiro do que poupar. Cerca de 30% dos entrevistados confessaram comprar por impulso. Pagar à vista para não se endividar ou conseguir descontos é outro comportamento fora dos planos dos consultados. Cerca de 40% dos participantes da pesquisa revelaram que optam pelo parcelamento nas compras, sem dar importância ao quanto pagarão pelo produto ou serviço no final da dívida. A pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Serasa foi realizada com mais de 2 mil pessoas de 142 cidades do país, maiores de 16 anos e economicamente ativas.

Poupando sem sofrer

As dicas para cortar gastos e economizar podem parecer triviais, mas, acredite, elas dão resultados se aplicadas. Confira algumas sugestões para conseguir poupar:

• Examine suas despesas mensais. Não há poupança sem planejamento. O consumidor deve levantar todos os gastos essenciais e extras e separá-los por área, por exemplo: educação, saúde, lazer, etc.

• Corte luxos: Não significa abrir mão dos prazeres do dia a dia. Basta diminuir a frequência e determinar um valor máximo para esses tipos de gastos, utilizando o levantamento proposta no item anterior.

• Seja consciente e sustentável: Pode parecer bobagem, mas economizar luz e água, reaproveitar materiais e consumir alimentos integralmente ajuda na redução de gastos mensais.

• Quite as dívidas:  Antes de iniciar a poupança, pague as dívidas. Tente quitar os dividendos à vista para conseguir descontos. Se não tiver capital disponível, faça um empréstimo para quitar o saldo e troque diversas dívidas por uma só.

• Determine o valor mensal para a aplicação: Destine uma quantia para depositar mensalmente na poupança.  Mas não vale guardar o dinheiro por certo tempo e acabar gastando depois. O ideal para quem tem esse impulso é colocar a quantia em aplicações fixas, como a Previdência Privada.

Fonte: UOL


SALÁRIOS: Mulheres já superam os homens em sete profissões


É visível que a posição da mulher dentro das organizações, juntamente com sua remuneração, está em constante ascensão, porém, dados divulgados recentemente pelo IBGE mostram que o mercado de trabalho brasileiro ainda é predominantemente masculino. Eles são responsáveis por ocupar 57,7% das ofertas de trabalho no Brasil e são também mais bem remunerados. O salário médio masculino, segundo a pesquisa realizada em 2011, era de R$ 1.962,97, enquanto a média feminina era de R$ 1.561,12.
No entanto, dados do SalárioBR, serviço de pesquisa de cargos e salários, mostram que em algumas profissões as mulheres ficam à frente dos homens nos ganhos salariais. A menor diferença salarial com predominância feminina está entre os assistentes de comunicação. Os dados mostram que elas ganham 1,17% mais do que eles. O maior degrau ocorre entre os analistas de marketing. Enquanto os homens ganham R$ 2.300,97, as mulheres ficam 31% à frente com salários em torno de R$ 3.005,01. Os valores se referem a uma média nacional.
Para Fabiana Zandroski, gerente responsável por cargos e salários do SalárioBR, esta diferença ocorre pelo fato dos cargos mais bem remunerados exigirem maior nível de conhecimento técnico e as mulheres dispostas a conquistar o mercado de trabalho estão se dedicando mais a preparação profissional por meio de cursos e estudo. “A mudança deste cenário se deve também porque ao longo dos anos as mulheres têm optado por trabalhar fora e construir carreira para unificar a renda familiar”, conclui.


Fonte: UOL


terça-feira, 28 de maio de 2013

Gestão como fator decisivo na competitividade


Se o desempenho da gestão - sendo bom ou rim - é reflexo da equipe, e isso implica diretamente nos resultados da empresa, é notável a importância da gestão de pessoas nas organizações. De acordo com o professor e coordenador do curso de pós-graduação Master em Liderança e Gestão de Pessoas na Fundação Getúlio Vargas (FGV), João Baptista Brandão, independentemente do porte das empresas, a gestão efetiva de pessoas é vital. "Nas pequenas empresas a liderança é fundamental, pois há muita proximidade entre a direção, os funcionários, os clientes, etc. As grandes organizações até conseguem suportar por algum tempo a má gestão e má liderança - e tem muito disso. Mas, em todos os casos, o desempenho requerido demanda o querer das pessoas e, para querer, precisam encontrar sentido, o que uma boa liderança pode oferecer", afirma. Ele diz que é preciso, contudo, fazer as pessoas praticarem essas competências - e reconhecerem isso. "Quando a competência é 'pessoal', ou tácita, ela enriquece o indivíduo. Quando é prática ou explícita, isso se transforma em recurso da empresa", esclarece.
Tais competências ganham o centro de uma transformação no mercado nos dias de hoje, ou seja, quem não souber liderar e/ou motivar, pode até levar o negócio ao fracasso. Por essas razões, a gestão de pessoas se torna fator decisivo na competitividade das organizações. Neste aspecto, Robert S. Atkin considera que as empresas consistem em grupos de recursos, bens, propriedade real e intelectual, recursos humanos, dentre outros. Além disso, o investimento nesses aspectos produz novos recursos e capacidades. Já quando os recursos possuem valor agregado, são escassos e difíceis de imitar ou substituir, e a empresa tem a oportunidade de criar vantagem competitiva sustentada. "Como dito, gestão e liderança de todos esses recursos de forma eficaz e eficiente é fundamental. Para mim, a gestão de pessoas é, então, apenas outro fator importante, com a ressalva de que as pessoas são muitas vezes o único recurso mais flexível e criativo", reforça.
Outro ponto que torna a gestão de pessoas estratégica para estimular a competitividade no mercado é bem simples - o cliente também é gente, e a empresa precisa ser orientada para ele -, como avalia o professor Edison Andrades. "A vantagem competitiva geralmente é alcançada pelos fatores intangíveis de uma marca, produto ou serviço, já que o tangível é facilmente copiado pela concorrência. Quando tratamos nosso cliente interno também como gente, este tende a passar essa prática adiante, o que, consequentemente, eleva exponencialmente os resultados", opina.

Fonte: Gestão & Negócios 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Liderar é saber motivar e influenciar pessoas


De acordo com pesquisa da consultoria de negócios Empreenda, 87% dos 840 executivos consultados dizem que as empresas não detêm líderes em número suficiente para lidar com os desafios atuais e futuros das organizações. A pesquisa realizada, em 2012, mostra ainda que o índice da falta de liderança vem piorando. Em 2009, era de 63% e no ano passado chegou a 71%. Segundo Ararê Patusca, diretor corporativo da firma de RH Arezza, liderança é a habilidade de motivar e influenciar um grupo de pessoas, de forma ética e positiva. “É de suma importância que o ‘chefe’ conduza todos para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo, de forma a alcançar os objetivos tanto da equipe como da organização.” Mas alguns erros ao conduzir uma equipe podem colocar tudo a perder. O especialista lista dez atitudes que devem se evitadas no ambiente corporativo:
1) Evitar vínculo com as pessoas – Não ter a preocupação com lado humano das pessoas é a principal falha de um líder. É preciso criar laços com os profissionais para compreender o que os motiva. Isso é um trabalho que deve ser feito o tempo todo.
2) Confundir liderança com gerência – Para exercer a liderança, é fundamental envolver todos os colaboradores para atingir o resultado almejado, aplicando motivação, incentivo, apoio e acompanhamento. Ao gerente cabe a responsabilidade específica de imputar, administrar e cobrar resultados sob as atividades da empresa.
3) Não ser acessível – Engana-se aquele que acha certo ficar isolado numa sala e ficar delegando as atividades, sem ouvir o que a equipe tem a dizer. Para conseguir os objetivos, é necessário ter vários canais de comunicação, a fim de auxiliar todos nas tarefas.
4) Ocultar o desempenho de seus liderados ofuscando a eficácia – O profissional destaca-se por uma tarefa ou quando propõe uma solução, mas acaba não tendo o reconhecimento pelo seu mérito. Isso demonstra a insegurança do líder ao lidar com o sucesso de outra pessoa. Na verdade deveria ser o contrário, já que o bom desempenho da equipe reflete no trabalho realizado pelo ‘chefe’.
5) Não entender a questão ‘emoção’ – O colaborador é um ser humano que está sujeito a ter problemas. Um líder frio, que não entende esse lado, está fadado ao fracasso. É preciso colocar-se na situação da pessoa para encontrar juntos uma solução.
6) Não motivar nem inspirar ou fazer isso de forma equivocada – De nada adianta o coordenador da equipe passar uma imagem nada condizente com a função. Na verdade, o líder deve ser um exemplo para inspirar outras pessoas a seguirem o mesmo caminho.
7) Não ter a percepção do momento em que deve haver mudanças – É comum haver resistência quando há uma alteração, seja ela estratégica, comportamental ou de atitude. Nesse caso, cabe ao líder estimular os funcionários a acreditarem que as mudanças são fundamentais para o crescimento da organização.
8) Desencorajar os outros e não saber correr riscos – Desestimular a equipe é sinônimo de quem não quer jogar para ganhar. O bom líder é aquele que estimula seus funcionários a saírem da zona de conforto para que juntos alcancem as metas pretendidas ainda que isto implique em correr alguns riscos. ‘O pulo do gato’ é saber mensurar e ponderar esses riscos transformando-os em diferenciais para o sucesso.
9) Promover conflitos ou não saber administrá-los - Provocar a discórdia na equipe significa que haverá falta de sincronismo em torno de um objetivo comum. Nesse caso, cabe ao líder o papel de solucionar os conflitos proporcionando um ambiente de trabalho tranquilo e harmonioso e desenvolver profissionais vencedores.
10) Ser omisso no desenvolvimento do colaborador - Não priorizar as necessidades do liderado como ser humano, não observando suas competências. É preciso entender que estimular a capacitação dos profissionais é essencial para atingir os resultados. Quando um líder tem essa percepção, abre o caminho para lapidar novos talentos.
Essas dicas, diz o consultor, são importantes para conduzir uma equipe de sucesso, porém, é preciso adaptá-las conforme as necessidades do ambiente corporativo. “O líder precisa ser humilde, observar, ser verdadeiro consigo mesmo, identificar seus limites e com ética superá-los. Liderar não é somente gerenciar, é quase um estado de espírito, é ser compartilhador, transferidor, ou seja, é a habilidade de entender e de ser entendido", ressalta Ararê.

Fonte: UOL/Canal Executivo